Entidades sindicais e de movimentos sociais que compõem a “Campanha contra a carestia” lançaram um manifesto exigindo medidas para garantir comida mais barata e de qualidade na mesa da população.
Num dos pontos o manifesto ressalta que “No Brasil, apesar de produzirmos uma quantidade suficiente para alimentar até 800 milhões de pessoas, segundo estudo da Embrapa, os preços estão nas alturas. Como explicar que, apesar de sermos o maior produtor de laranjas e café do mundo, e o segundo de carne bovina, os preços estarem nas alturas? Como é possível alimentar povos em dezenas de países no mundo e ter dificuldade para alimentar o seu próprio povo?”
Os dois fatores que mais pesam para os preços abusivos, são a internacionalização dos preços dos alimentos, bem como a ausência de políticas robustas de estoques reguladores. Cenário aproveitado de maneira oportunista e irresponsável pelos exportadores, que obtêm fartos financiamentos com juros abaixo do cobrado no mercado, através de subsídios pagos com dinheiro público, mas mesmo favorecidos se preocupam somente em aumentar seus lucros vendendo a produção para o mercado internacional em detrimento do mercado doméstico.
Analisando esse ponto, o manifesto das entidades classifica que “(...) a carestia permanece sendo um pesadelo. A alta dos preços tem ligação direta com o agronegócio, que privilegia muito mais a exportação à custa de um encarecimento absurdo dos alimentos, combinado com o aumento exponencial da fome da população brasileira”.
“A justificativa para esse aumento de preços vai desde ‘a subida do dólar’, ‘a sazonalidade da produção’, ou ‘fatores climáticos’, mas, na verdade, acontece pelo total descontrole sobre a especulação financeira que tomou conta do setor agrícola no Brasil, associado às mais altas taxas de juros do mundo, mortais para os produtores. Em todo o mundo a soberania alimentar é tratada como assunto estratégico de Estado, assim como a defesa militar, segurança pública e proteção à infância.
As consequências dessa política irresponsável e criminosa chegaram ao seu limite. A carestia toma a renda dos trabalhadores, prejudica o desenvolvimento dos nossos filhos e a saúde de todos os brasileiros. Por isso, são necessárias ações emergenciais e estruturais para garantir comida barata e de qualidade na mesa do nosso povo”, defende o manifesto, que alinha cinco pontos considerados fundamentais para garantir alimentos baratos e de qualidade para do Brasil, que se trata de um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
1- Investimento imediato de R$ 2 bilhões de reais para a reconstrução dos estoques reguladores de alimentos que compõem a cesta básica ampliada;
2- Garantia de que parte da produção de alimentos no Brasil seja reservada ao mercado interno;
3- Reduzir imposto de importação para alimentos com preço externo menor que o interno;
4- Fim da isenção de impostos aos exportadores de alimentos;
5- Abertura, em caráter emergencial, de cerca de 2 mil armazéns de alimentos em todo o Brasil, com preços subsidiados, numa parceria do governo federal com prefeituras e governos estaduais.
Assinam a Carta da Campanha Contra a Carestia 49 entidades, entre centrais e federações sindicais, federações de associações de moradores, mulheres, Unegro, conselhos entidades comunitárias, entidades estudantis e representativas de juventude, entre outras.

Aumento do preço do ovo é criminoso, pois exportações representam menos de 1% produção segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA),
Álvaro José Ormond 17/03/2025
E os brasileiros imbecis ainda tem o boksonaro como mito e boa parte da população fiel a ele e a seus partido o PL. MAS os idiotas não sabem que foi o bolsonari foi quem extingueu a CONAB e o estoque regulador do Brasil.
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