Recentemente, o governo do estado anunciou que fecharia o Liceu Cuiabano, tradicional e respeitado estabelecimento de ensino, com 145 anos de existência e 1.500 alunos, instituição referência por onde passaram várias gerações de estudantes e cuiabanos ilustres. Mas a pretexto de reformar as instalações físicas, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) comunicou a direção do Liceu Cuiabano que pretendia remanejar os 1.500 alunos para outras escolas e fechar 100% o prédio para reforma.
Conforme denunciou o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sinte-MT), desde 2019, quando Mauro Mendes assumiu o governo de Mato Grosso, a rede estadual de ensino fechou aproximadamente 140 escolas. “O governo trata a educação pública não como um investimento social essencial, mas como um custo a ser minimizado, ignorando o impacto devastador sobre o futuro dos estudantes e dos profissionais da educação”, denunciou o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira.
Tendo em vista a política que vem sendo posta em prática pelo governo, desconfiada de que a intenção tratava-se de mais uma manobra visando fechar definitivamente as portas do tradicional educandário, a comunidade escolar do Liceu Cuiabano se mobilizou, denunciado à opinião pública o objetivo maquiavélico do governo, que em consequência do desgaste político foi obrigado a recuar, e a Seduc anunciou que a reforma será feita em etapas, isolando algumas áreas, mas mantendo os estudantes na escola, com previsão de dois anos para conclusão das obras.
Conforme denunciou o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), desde 2019, quando Mauro Mendes assumiu o governo de Mato Grosso, a rede estadual de ensino fechou aproximadamente 140 escolas, enquanto aumentou a necessidade por vagas nas escolas, visto que a população do estado cresceu cerca de 4% de 3.484.466 para 3.658.813, em 2023 - conforme dados do IBGE.
Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados em 26 de fevereiro último, apontam que Mato Grosso é a segunda unidade federativa do país com maior índice de estudantes fora da sala de aula na faixa etária entre 15 e 17 anos. A taxa de estudantes fora das escolas nessa faixa etária foi de 19,9%, e Mato Grosso fica atrás apenas de Roraima, com índice de 21,1%. Isso significa que 32.357 jovens de 15 a 17 anos não estavam frequentando escola em 2022.
O Censo Escolar processado em 2022 aponta situação ainda mais preocupante. Sobre a evasão escolar, que em 2022 era de 10%, houve aumento para 13% no Ensino Médio, etapa de responsabilidade direta do estado. Ainda em relação à evasão escolar, se verificou queda da evasão escolar de 10% para 5% em 2023, no entanto não se refletiu em uma retomada significativa de matrículas, que diminuíram de 349.910, em 2019, para341.605, em 2023, ou seja, 53.305 estudantes estavam fora da escola.