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Política Segunda-feira, 03 de Março de 2025, 08:20 - A | A

Segunda-feira, 03 de Março de 2025, 08h:20 - A | A

Centrão pressiona por definição de sucessor, coloca prazo, mas Bolsonaro insiste em candidatura

Jair Bolsonaro insiste em candidatura à Presidência da República mesmo diante de inelegibilidade e risco de prisão

Da Redação

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm demonstrado incômodo com a pressão de caciques políticos e do mercado financeiro para que ele endosse o nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como seu candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

Apesar do avanço das investigações e da inelegibilidade já consolidada, bolsonaristas têm se mostrado mais enfáticos em rejeitar qualquer conversa sobre um plano B, mesmo nos bastidores, e se queixam da cobrança por uma definição ainda este ano.

No início da semana, em entrevista ao portal Leo Dias, Bolsonaro foi categórico ao responder sobre um substituto: “o sucessor sou eu”, disse ele. Dias depois, à Jovem Pan, ele reiterou que não escolheu nenhum nome e que só o fará “depois de morto”.

Fábio Wajngarten, aliado de primeira ordem de Bolsonaro, compartilhou nesta semana uma publicação ironizando a campanha de empresários da Faria Lima por Tarcísio. “Quantos votos a Faria Lima têm para definir um sucessor? ” (Diz o post retuitado por Wajngarten no X).

O movimento para reafirmar Bolsonaro como candidato acontece justamente quando líderes políticos começam a falar em prazos para a escolha de um substituto. O presidente do PP, Ciro Nogueira, disse à Folha de S. Paulo que, se o nome for Tarcísio ou Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, a decisão precisa sair ainda este ano para que haja tempo de organizar a transição.

Na mesma linha, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou em declaração ao jornal Estadão: “O ideal é ele decidir até dezembro para que tenhamos tempo de organizar o campo da centro-direita”.

O temor de dirigentes partidários é que Bolsonaro siga a estratégia de Lula em 2018: mantenha sua pré-candidatura até o limite do prazo legal e, na última hora, lance alguém de sua família, como Eduardo Bolsonaro (PL) ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os partidos de centro-direita rejeitam embarcar em uma candidatura que tenha um familiar de Bolsonaro como cabeça de chapa.

A chapa mais competitiva na avaliação do Centrão é Tarcísio como candidato e Michelle vice. Bolsonaristas, contudo, rechaçam a possibilidade e dizem que a ex-primeira-dama será candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

“Por pesquisa e trabalho técnico, essa seria a chapa ideal para a realidade política atual. O que falta saber é se será a chapa de Jair Bolsonaro. Eleitoralmente, Michelle Bolsonaro é o nome mais forte da direita depois dele. Ela representa o bolsonarismo, é mulher e evangélica. Tarcísio de Freitas, por outro lado, é o candidato de centro-direita com maior capacidade de agregar partidos. É improvável que legendas como MDB e PSD se unam a uma chapa de centro-direita sem ele, mas com Tarcísio, essa possibilidade se torna real”, conta de Santos na plataforma.

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