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Política Quinta-feira, 27 de Março de 2025, 12:36 - A | A

Quinta-feira, 27 de Março de 2025, 12h:36 - A | A

Lideranças temem que insistência de Bolsonaro pela própria candidatura inviabilize a direita em 2026

Lideranças da direita defendem aglutinação em torno de um único candidato até o fim deste ano

Da Redação

Conforme matéria da Folha de São Paulo, lideranças da direita e do central manifestam em conversas reservadas resistência ao plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de insistir em uma chapa encabeçada por ele para a disputa presidencial de 2026. Dirigentes partidários e parlamentares temem que a demora em admitir outra candidatura possa custar derrota da direita na eleição no próximo ano.

O julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no segundo semestre, que coloca Bolsonaro no centro de uma tentativa de golpe e pode levá-lo a uma condenação criminal ainda em 2025, aumentou o desconforto diante das intenções do ex-presidente.

Líderes do campo, inclusive seus aliados, dizem que a insistência de Bolsonaro, que tenta preservar seu capital político a qualquer preço e em um momento crítico, pode prejudicar a ele próprio. A avaliação é a de que um indulto à sua condenação pelo SFT e prisão só seria possível com a eleição de um nome alinhado ao bolsonarismo.

Eles defendem que o ideal seria aglutinar a direita em torno de um único candidato até o fim deste ano, a tempo de construir uma candidatura nacional.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o principal nome levantado por essas lideranças. Como divulgou a Folha de São Paulo, ele avisou a aliados que aceitaria disputar a Presidência caso Bolsonaro pedisse, mas disse que prefere buscar a reeleição. Em público, afirma que não será candidato.

Outro nome que ganha tração é o de Ratinho Jr (PSD), governador do Paraná. Além destes, há ainda Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

Segundo relatos, alguns aliados conversaram com Bolsonaro sobre a importância de sinalizar já um sucessor, mas ele se mostra irritado e reativo a essa possibilidade, com acusações de traição.

Aliados do ex-presidente dizem que ele está determinado a insistir no próprio nome como cabeça de chapa até o momento do registro, poucos meses antes do pleito, apostando na pressão de movimentos de rua e de aliados internacionais, como o presidente dos EUA, Donald Trump.

Bolsonaro mostra resistência à ascensão de outras figuras do campo. Publicamente, ele já criticou Caiado e sugeriu que Zema não tem alcance nacional. Ao lado de Tarcísio, reforçou que o candidato em 2026 é ele próprio.

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