Na última segunda-feira (24/03, há alguma horas antes do início do julgamento que seria realizado pela 1ª Turma do STF, que acolheria as denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente Jair Bolsonaro disse, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (republicanos), que não vai “passar o bastão para ninguém”, mesmo ante a perspectiva de uma provável condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e liderança de organização criminosa.
No episódio do podcast Inteligência Ltda., na segunda-feira (24), do qual participou ao lado de Tarcísio, Jair Bolsonaro afirmou que “só passo bastão depois de morto”.
Durante o programa, o blogueiro bolsonarista, Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente, João Batista de Figueiredo, publicou em suas redes sociais que a presença de Tarcísio no programa seria “maldosamente retratada” como uma “passagem de bastão”. Mas a declaração de Bolsonaro, mesmo ao lado de Tarcísio, dissipou quaisquer dúvidas: “Só passo o bastão depois de morto”.