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Política Quarta-feira, 12 de Março de 2025, 05:11 - A | A

Quarta-feira, 12 de Março de 2025, 05h:11 - A | A

Agiotagem dos bancos agrava crise, mas pressão para elevar juros aumenta

Apesar do arrocho insuportável, instituições financeiras defendem aumento da Selic para 15% ao ano

Da Redação

Os bancos mantêm pressão para que a Selic (taxa básica de juros) siga sendo elevada pelo Banco Central (BC), mesmo após o aprofundamento da crise que atingiu a economia nos últimos três meses de 2024, segundo o último Boletim Focus do BC divulgado na segunda-feira (10/3).

Os diretores do BC se reúnem na próxima semana, nos dias 18 e 19, para decidir os rumos da taxa Selic, já conhecendo os resultados da sua decisão desastrosa de elevar a Selic em 2,75 pontos percentuais, entre setembro de 2024 e janeiro deste ano, colocando-a no nível de 13,25% ao ano.

No quarto trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estagnado, ao variar em alta de 0,2% frente ao terceiro trimestre do mesmo ano (0,7%). No primeiro e no segundo trimestre de 2024, o PIB havia variado em alta de 1% e de 1,4%, respectivamente, como reflexo da redução da Selic, que havia caído de 13,75% para 10,5%, entre agosto de 2023 e maio de 2024.

A desaceleração do PIB no último trimestre de 2024 foi verificada tanto do lado da oferta como na demanda. O PIB da indústria e de Serviços apresentaram variação positiva próximas de zero, 0,3% e 0,1%, na ordem, no período. 

Em dezembro de 2024, a produção industrial havia recuado -0,3%, marcando o terceiro mês consecutivo de queda (out, -0,2% e nov, -0,7%).

No mesmo mês, o volume de serviços prestados declinou -0,5% ante a novembro (-1,4%), enquanto, o comércio varejista caiu -1,1%, segundo as pesquisas mensais do IBGE.

Já a o consumo das famílias no PIB recuou 1% no último trimestre de 2024. Os investimentos (medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram apenas 0,4%, enquanto o consumo do governo variou em alta de 0,6%.

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua mostra que a taxa de desemprego no Brasil voltou a subir, de 6,2% para 6,5%, com ingresso de mais de 364 mil pessoas buscando por vagas de emprego no país, no trimestre encerrado em janeiro deste ano.

Ao todo, são 7,2 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. Outros 40 milhões estão na informalidade do trabalho, com grande parte destes vivendo dos chamados “bicos” – pessoas condicionadas a jornadas de trabalho exaustivas e remunerações mensais miseráveis.

A população brasileira também está proibida de obter crédito barato em meio ao crescimento das despesas do dia a dia. O percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 76,4% no mês de fevereiro, com 83,6% das dívidas ligadas ao cartão de crédito. Além disso, 28,6% do total de endividados estão na inadimplência, ou seja, estão com os seus CPFs negativados.

 

 

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