No campo da esquerda, Lula segue como o principal nome para a sucessão. Caso o presidente não dispute, alternativas como os nomes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ganham força. No entanto, os especialistas dizem acreditar que uma candidatura governista sem Lula enfrentaria dificuldades.
“Ele ainda é o nome mais forte do campo governista. A popularidade de Haddad não cresceu como esperado, e Alckmin já mostrou limitações eleitorais”, explica o cientista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, Cortez.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, que ganhou projeção em 2022, também aparece como opção, mas sua vinculação com o governo pode ser um entrave. “Assim como aconteceu com o PSDB em 2018, candidatos próximos a um governo impopular acabam sendo rejeitados”, completa.
No caso do ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes (PDT), o cientista Ricardo Ribeiro diz que “o Ciro Gomes também perdeu força dentro do partido. Então, acho bastante improvável a candidatura Ciro Gomes e, se for candidato também, é bastante improvável que seja um nome competitivo.”
Cortez acrescenta que será uma aposta alta das legendas centro-esquerda, como no caso do PDT, caso adotem um nome que não seja de Lula ou o apoiado pelo governo. “Então, tem um custo muito alto.”