Apesar do Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, a ganância por lucro tem levado os agentes do agro a dar prioridade às exportações que são feitas em dólar e assim elevar seus lucros, sem se preocupar com o abastecimento da população.
Em vista disso, o governo anunciou na noite desta quinta-feira, (6/3), medidas para baixar os preços dos alimentos para a população. Elas foram apresentadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmim, que anunciou que os impostos sobre a importação de vários produtos serão zerados e dessa forma reduzir o preço de determinados itens, como carne, café, açúcar e milho.
ALTA DOS PREÇOS ALIMENTOS
No ano passado, a inflação brasileira teve alta de 4,83%, ao passo que o item “alimentação no domicílio” teve alta de 7,45% segundo dados do IBGE, nos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, no índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Alimentos de domicilio são aqueles que compõem a cesta básica, como feijões, legumes, frutas, carnes, ovos, leites e outros.
A medida para tentar conter essa escalada deverá passar pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) antes de entrar em vigência. “É questão de dias”, disse Alckmin. Ele avaliou que é difícil explicitar o efeito matemático sobre cada item, mas garantiu que a ideia é reduzir preços e manter o poder de compra dos cidadãos.
TERÃO IMPOSTOS SOBRE IMPORTAÇÃO ZERADAS:
· Café, hoje taxado em 9%;
· Azeite de oliva, hoje em 9%;
· Óleo de girassol, hoje em 9%;
· Milho, hoje em 7,2%
· Açúcar, hoje em 14%;
· Sardinha, hoje em 32%;
· Biscoito, hoje em 16,2%;
· Massa alimentícia, hoje em 14,4%;
· Carne, hoje em 10,8%.