O portal de notícias G1 publicou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso deve ser de 4,1%, sendo o segundo maior crescimento do país em 2025, com destaque para o setor agropecuário, atrás apenas de Mato Grosso do Sul (4,2%), de acordo com projeções do Banco do Brasil divulgadas na última semana.
Pela projeção, despontam no ranking, Mato Grosso do Sul 4,2%, Mato Grosso 4,1%, Rio Grande do Sul 4,0%, Goiás 3,3%, Tocantins 3,2%, Piauí: 3,1%.
Apesar do incremento da economia, não se observa o correspondente avanço no desenvolvimento social, por meio da melhoria das condições de vida da população, nem prosperidade de modo abrangente.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a maior parte do Valor Bruto da Produção (VBP) do agronegócio em Mato Grosso, centraliza-se nos cofres das quatro gigantes do agronegócio: Bunge, Cargill, Amaggi e Dreyfus, que juntas respondem pelas exportações dos grãos.
Esse modelo econômico favorece a concentração da renda e enriquecimento, tendo como exemplo a Amaggi, que há quase 10 anos, ainda em 2015, desbancou gigantes da economia, como a Rede Globo, Unilever do Brasil, General Motors e as Lojas Americanas, com uma receita líquida de US$ 3,036 bilhões, subindo para o 57º lugar no ranking das 500 maiores empresas do Brasil, conforme publicação da revista Exame. No ano de 2017 abriu um banco – Amaggi S.A. Crédito, Financiamento e Investimento – e recentemente obteve licença da SEMA para fabricar agrotóxico, atividade altamente rentável, entre outras áreas de atuação.
ARROCHO SALARIAL
O prodigioso enriquecimento dos barões do agronegócio conserva descomunal diferença em relação aos minguados salários e renda dos trabalhadores. No setor de comércio o piso salarial em 2024 foi de R$ 1.482,00, e no setor de serviços a remuneração média é a mesma. Na indústria, de acordo com o último dado divulgado, o salário médio é de R$ 3.020,00. Um trabalhador rural em Mato Grosso recebe piso de R$ 2.241,39 e teto de R$ 3.559,96, conforme dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2025 os salários devem receber ínfimo reajuste com base na inflação oficial de 4,83%.
ALBERTO SEBASTIAO DE ARRUDA 18/01/2025
É isso, não há projeto de estado e muito menos de país, esse setor (principalmente) junto com o financista só querem aumentar seus lucros, mesmo que necessário for, entregar o país para o Musk e ao Zunq. Lamentável, mas só resolve isso com luta. Agora é correr atrás do RCA.
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